Doutrina Espirita

NOVO BLOG

Queridos amigos, por motivos de troca de e-mail e provedor, estou mudando de casa novamente.

O novo blog é: http://espiritizar.zip.net e o nome é ESPIRITIZAR.

Vou seguir na mesma linha do Consciência e Vida que já atingiu a sua maturidade sem deixar de ser atualizado. Agradeço a todas as visitas e espero recebê-los sempre lá na casa nova com o mesmo carinho que vocês sempre demonstraram aqui neste espaço, que espero tenha contribuído de alguma forma como pequena semente de uma nova maneira de viver, com mais consciência e determinação, que é o que se aprende com a Doutrina Espírita.

Para mim foi uma experiência ímpar, aprendi um monte, como diz o ditado, quem oferece flores sempre fica com o perfume nas mãos.

Assim, ao divulgar os ensinamentos espíritas acabei sendo a maior beneficiada da imensa sabedoria dos grandes mestres, como Kardec, Chico Xavier, Emmanuel, André Luiz, Joanna de Ângelis, entre outros.

Aos poucos irei linkando todos os amigos e dando formas ao novo blog.

Este aqui ficará por algum tempo ativo, depois será excluído, afinal temos que cuidar também da poluição na internet, rsrsrs...

Agora é só ir lá e conferir, estou aguardando vocês.

 

 

 

 

 

Obsessão: Conceito e Causas

Definição

Allan Kardec define obsessão como sendo a "ação persistente que um Espírito mau exerce sobre um indivíduo." [ESE-cap XXVIII].

Esta definição apresentada pelo Codificador dá margem a vários comentários:

- A obsessão é sempre um processo mantido, contínuo, persis­tente onde as forças em litígio estão se enfrentado num processo bem estabelecido. Não se reconhece como obsessão aquelas condições fortui­tas, ocasionais, onde assimilamos pensamentos infelizes de forma breve e sem grandes conseqüências.

- A qualificação de Espírito mau, apresentada por Kardec, deve ser bem entendida. O obsessor, na realidade, não é um Espírito mau, como se entende este adjetivo, mas sim, uma entidade em sofrimento, com defeitos e virtudes, capaz de grandes atitudes afetivas para com outras pessoas. É, sobretudo, alguém que foi ferido, magoado, humi­lhado no passado e que por sofrer tanto, quer fazer os outros sofrerem também.

- Em muitas oportunidades a obsessão não estará sendo organi­zada por um único Espírito, mas sim, por uma falange de Espíritos.

- A obsessão pode atingir não apenas um indivíduo, mas toda uma coletividade, uma família, uma cidade.

- A definição apresentada restringe a obsessão a apenas uma de suas formas, quando um Espírito estará desenvolvendo o processo obses­sivo em direção a um encarnado. Pode ocorrer o inverso, quando um en­carnado passa a subjugar o Espírito.

Pode-se observar também obsessão entre encarnados e entre de­sencarnados.

Patologias

Como se desenvolve a "ação" a que se referia Allan Kardec?

- O Espírito infeliz estará atuando sobre o encarnado em dois níveis:

* Mente a mente: constrição mental;

* Perispírito a perispírito: envolvimento fluídico.

 

a) Constrição Mental: o obsessor instala a sua onda mental na mente da pessoa visada. Forma-se uma ponte magnética, através da qual, o perseguidor vai enviando os seus pensamentos e suas idéias, promo­vendo uma verdadeira hipnose:

"Você é infeliz..."

"Sua vida não presta..."

"Mate-se..."

A princípio o indivíduo pode reagir fugindo da faixa de atuação do obsessor. No entanto, se ele se entrega àquelas idéias ou se com­praz com este conúbio mental, o processo pode agravar-se, chegando ao grau máximo de obsessão, que é a subjugação moral, onde o obsediado perde completamente o seu livre-arbítrio.

Depois que o cerco se completa, pode tornar-se necessária pre­sença do obsessor ao lado do encarnado, pois ele pode continuar exer­cendo o domínio psíquico a distância.

É o que André Luiz denomina de "loucura por telepatia alucina­tória."

Algumas vezes, coadjuvando o processo de constrição mental, os Espíritos obsessores poderão se utilizar de certos "aparelhos espe­ciais" para manter o processo. Manoel Philomeno de Miranda fez refe­rência a um pequeno aparelho, semelhante à um "micro-gravador" que os Espíritos introduziram no cérebro do encarnado e que objetivava refor­çar o processo de hipnose mental.

b) Envolvimento Fluídico: ao envolver o indivíduo, o persegui­dor identifica os seus fluidos com os dele, há uma aproximação das au­ras, os perispíritos se assimilam. Este convívio perispiritual vai permitir ao Espírito sugar energias vitais do encarnado, o que vai contribuir para o emagrecimento, o cansaço e as infecções que acompa­nham com freqüência as vítimas da obsessão. O envolvimento fluídico vai permitir também que o Espírito transmita para o encarnado fluidos deletérios fabricados por ele.

Causas

Sinteticamente, podemos reconhecer quatro causas fundamentais, envolvendo as obsessões:

a) Ódio ou Vingança: na maioria das vezes a obsessão é uma vin­gança exercida por um Espírito que foi prejudicado e que sofreu muito nas mãos do atual obsediado. Este Espírito pode ter sido prejudicado numa outra encarnação onde eles estiveram juntos, ou nessa mesma exis­tência.

O aborto criminoso é um acontecimento que muitas vezes responde por obsessões graves cuja causa está na mesma encarnação;

b) Carência Afetiva: é uma causa de obsessão, muitas vezes in­consciente, denominada comumente de "encosto". São Espíritos que de­sencarnam sem uma preparação espiritual adequada e que, ao despertarem no mundo dos Espíritos, se vêem desorientados, perdidos, angustiados. Ao identificarem um indivíduo que se afinize com eles, podem aproxi­mar-se dele e iniciar uma obsessão, muitas vezes, inconsciente.

Geralmente, são processos de fácil tratamento, pois não há vín­culo de ódio entre os seres envolvidos;

c) Vampirismo: o vampirismo é uma causa de obsessão relacionada á satisfação de vícios e paixões.

Vampiro, na definição de André Luiz: "é toda entidade ociosa que se vale indevidamente das possibilidade alheias".

O vampirismo vai caracterizar aqueles Espíritos viciosos, ape­gados a certas emoções materializadas, que se aproximam dos encarna­dos, portadores dos mesmos vícios, para absorverem as suas emanações fluídicas. Existem vampiros do fumo, do álcool, da gula, dos tóxicos, do sexo, etc.;

d) Orgulho do Falso Saber: esta expressão é utilizada por Allan Kardec para caracterizar certos Espíritos vaidosos, orgulhosos, fal­sos-sábios que desenvolvem uma obsessão do tipo fascinação.

Iludem determinados médiuns para que, por seu intermédio, pos­sam disseminar idéias falsas, sistemáticas e em contradição com os princípios espíritas.

Bibliografia

1)   Livro dos Médiuns - Allan Kardec

2)   A Gênese - Allan Kardec

3)   Dramas da Obsessão - Bezerra de Menezes/Yvonne A. Pereira

4)   Obsessão - Desobsessão - Suely Caldas Schubert

Nos Bastidores da Obsessão - Manoel Philomeno de Miranda/Divaldo P.

 

http://www.cvdee.org.br/em/em18.rtf  

 

 

Sintonias

 

O ser humano é um verdadeiro campo magnético, atraindo pessoas e situações, as quais se sintonizam amorosamente com seu mundo mental, ou mesmo de forma antipática com sua maneira de ser.

Cada ser humano tem um ponto de vista que é válido, conforme sua idade espiritual.

Com frequência, escolhemos, avaliamos e emitimos opiniões e, consequentemente, atraimos tudo aquilo que irradiamos.

A completa satisfação é de poucos, ou seja, somente daqueles que já descobriram que não é necessário compreender como os outros percebem a vida, mas sim como nós a percebemos, conscientizando-nos de que cada criatura tem uma maneira única de ser feliz.

 

Hammed

 

Antes de Crer é preciso Compreender

Ser espírita é uma questão de livre opção, por isso, estão equivocados aqueles que pensam que estamos atrás de adeptos. Aliás, Allan Kardec afirmou que para ser espírita, antes de crer, é preciso compreender. Compreender o quê? O que é o Espiritismo, do que se ocupa, qual a sua finalidade.

Através do estudo da Doutrina Espírita, que está contida essencialmente na obra Kardequiana, O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno, A Gênese, Obras Póstumas, O Que é o Espiritismo e outros opúsculos, aprendemos que a Doutrina Espírita trata essencialmente de:

a. Existência de Deus como Pai soberanamente justo e bom, inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas.

b. Existência e imortalidade da alma e seu destino. Trata, também, da sua preexistência.

c. Comunicabilidade entre vivos e mortos, ou numa linguagem espírita, encarnados e desencarnados, através da mediunidade, ponte feita com um material que se chama amor, por onde transitam nossos amados que viajaram antes, ou aqueles que nos odeiam, para exercer perseguições.

d. A reencarnação, que é sempre progressiva e na humanidade. A finalidade da reencarnação não é a de quitar erros do passado, e sim, a de levar o espírito a perfeição, destinação superior que lhe foi dada pelo criador.

O Espiritismo é cristão, e a sua moral é a evangélica, porque é a melhor que existe. Entretanto é preciso compreender que ele está acima dos dogmas, e aberto a todas as filosofias e religiões, porque Jesus de Nazaré não pertence a uma seita ou a um povo, é um missionário sem pátria, sem sectarismo.

O objetivo essencial do Espiritismo é o de melhorar o homem moral e intelectualmente, para que o homem melhore o mundo. Embora o Espiritismo ensine ao homem que a sua verdadeira pátria é a espiritual, ele não se preocupa em levar o homem para o céu, e sim, fazer da Terra um mundo melhor, de paz, harmonia, justiça.

Viver com dignidade é uma das nossas lutas, e para viver com dignidade o homem deve ter o suficiente, como uma casa onde construa um lar. É preciso ter alimentos, roupas, escola em todos os níveis, assistência médica e dentária, emprego, lazer.

Aprendemos, ainda, com o Espiritismo, que a prece é um ato de adoração a Deus. Ela não muda as leis do universo, mas dá forças, coragem, ânimo e fé. Através da prece ligamo-nos com Deus, e criamos um ambiente de fraternidade e de união com os nossos entes queridos desencarnados.

Queremos deixar bem claro que o Espiritismo não admite a mediunidade profissional. Daí de graça o que de graça recebeste, é o lema orientador do Espiritismo, pois ninguém pode arbitrar um preço ao trabalho dos espíritos, e nem obrigá-los a se manifestarem.

Está aí, em linhas gerais, que precisam ser aprofundadas, as finalidades do Espiritismo. Reiteramos nossa argumentação de abertura: O Espiritismo aconselha, que, antes de crer, é preciso compreender

Amílcar Del Chiaro Filho é escritor e radialista na Rádio Boa Nova, de Guarulhos-SP.

http://br.geocities.com/luz_espirita/Artigo_Amilcar_Chiaro_Filho___.doc    

Atitudes pessoais capazes de esgotar as energias - FENG SHUI

9. Afastamento da natureza -

 

A natureza, nossa maior fonte de alimento energético, também nos limpa das energias estáticas e desarmoniosas.

O homem moderno, que habita e trabalha em locais muitas vezes doentios e desequilibrados, vê-se privado dessa fonte maravilhosa de energia.

A competitividade, o individualismo e o estresse das grandes cidades agravam esse quadro e favorecem o vampirismo energético, onde todos sugam e são sugados em suas energias vitais.
Posicionar os móveis de maneira correta, usar espelhos para proteger a entrada da casa, colocar sinos de vento para elevar a energia ou ter fontes d'água para acalmar o ambiente são medidas que se tornarão ineficientes se quem vive neste espaço não cuidar da própria energia.

Portanto, os efeitos positivos da aplicação do Feng Shui nos ambientes estão diretamente relacionados à contenção da perda de energia das pessoas que moram ou trabalham no local. O ambiente faz a pessoa, e vice-versa.
A perda de energia pessoal pode ser manifestada de várias formas, tais como: falha de memória (o famoso "branco"),  cansaço físico,  sono deixa se ser reparador; ocorrência de doenças degenerativas e psicossomáticas.

Para economizar energia - o crescimento pessoal, a prosperidade e a satisfação - diminuem, os talentos não se manifestam mais por falta de energia, o magnetismo pessoal desaparece, medo constante de que o outro o prejudique, aumentando a competição, o individualismo e a agressividade, falta proteção contra as energias negativas e aumenta o risco de sofrer com o "vampiro energético".


No post anterior, tem ótimos links de estudos sobre Mediunidade, quem gosta de estudar, à direita deste blog, em Categorias, no item ESTUDO DA DOUTRINA ESPIRITA tem ótimos links para o estudo da doutrina.







Imagens com Música p/ Orkut

Atendimentos no astral

Durante o sono, o espirito liberto do corpo, pode interagir com encarnados e desencarnados, muitas vezes utilizando estes periodos para aprendizagem ou mesmo recebendo atendimentos de que necessita no plano espiritual.

Selecionei este trecho do livro Obreiros da Vida Eterna, psicografado por Chico Xavier, onde André Luiz, o autor espiritual, relata emocionado o encontro de uma mãe encarnada com o seu filhinho desencarnado. Sendo espirito já bastante evoluido, e utilizando-se de seu amor filial, ajuda a mãezinha que encontra-se sofrendo a sua perda.

Saiba mais:  

http://www.guia.heu.nom.br/desd_no_sono_e_sonho.htm

 

“O quadro era formoso e enternecedor. Possívelmente, examinando a estranheza que se apossara de mim, adiantou-se a orientadora da instituição, explicando, atenciosa:

— Nossos amigos da Crosta, parcialmente libertos da carne pela atuação do sono, afluem até aqui, todas as noites, trazidos por companheiros espirituais, com o fim de receberem socorros ou avisos necessários. A Casa oferece recursos aos encontros oportunos.

Não consegui disfarçar a surpresa, ante a cena maravilhosa, contemplando, embevecido, o cuidado terno dos benfeitores desencarnados com todos aqueles que vinham dos círculos terrestres mais densos.

Atravessada a zona magnética de defesa, confundimo-nos com os passantes. Não longe de mim, Interessante menino, que aparentava nove a dez anos de idade, revestido de gracioso halo de luz, guiava uma senhora de passos incertos. Parecia enferma, incapaz de autocontrole. O pequeno, porém, segurava-lhe firmemente a destra e, após saudar a Irmã Zenôbia, respeitoso, exclamou para a matrona hesitante:

—Por aqui, mamãe! por aqui! venha sem medo.

Ouvindo-o, a interpelada parecia acordar num sonho bom e gritava, semi-inconsciente:

—Meu filhinho, meu filhinho! não me deixes voltar. Quero-te sempre, sempre!...

As expressões de meiguice misturavam-se a copioso pranto. Fixei-lhe os traços fisionômicos. A pobre mãe não nos enxergava. Seguia, acanhada e insegura de si. Seus olhos, que vertiam grossas lágrimas, permaneciam presos na contemplação da criança, revelando a suprema ternura de mãe, exausta de saudade, a reencontrar o objeto de seu amor, que parecera perdido para sempre.

— Mamãe, caminhe! não desfaleça! — clamava o rapazinho, exultando de júbilo.

— Já vou, meu filho! eu te seguirei, leva-me contigo! — tornava a palavra maternal, afogada em sublime emoção.

Meus companheiros, habituados talvez, desde muito, ao espetáculo, conversavam, descuidados, entre si; todavia, segui, de olhos umedecidos, a criança carinhosa que amparava a sua mamãe, até que desapareceram através de uma das portas laterais.

Não contive a surpresa que me dominava. Tocando o braço do padre Hipólito, indaguei:

— Meu amigo, com que fim seguiriam a senhora e o menino?

Esboçou ele significativo gesto de espanto e observou:

— Não os vi.

Falei-lhe, então, do quadro que tanto me enternecera, bordando meus informes de considerações afetivas.

O ex-sacerdote sorriu compassivo e acrescentou:

— Ora, André, são tantas mães e tantas crianças a transitarem por aqui!... Certamente, o filhinho, como tantos outros, conduz a genitora a gabinetes de auxilio.

Não tive tempo para emitir novas impressões”.

 

 

A não-violência é uma atitude especificamente humana.

Ela repousa no diálogo.

Na compreensão e no conhecimento do outro.

Na aceitação das diferenças.

Na tolerância e no respeito mútuo.

É motivada por um espírito de abertura e de reconciliação.

 

Dalai Lama

Para onde vai o teu espírito durante o sono?

A vida é património de todos, mas a direção pertence a cada um.

No livro Libertação de Chico Xavier, pelo espírito André Luiz, o autor espiritual juntamente com seu mentor Gúbio dirigem-se ao astral inferior ou umbral, ou colônias purgatórias, para uma missão de resgate de um espírito das trevas. O texto que selecionei para hoje, me chamou a atenção por mostrar como somos influenciados pelos espíritos mesmo sem sabermos.

Para o perfeito entendimento do texto, é preciso entender alguns conceitos:

 

Perispírito: é uma espécie de envoltório semimaterial que prende o corpo ao espírito, acompanha o espírito no desencarne, não sendo, portanto perecível como o corpo. É o que permite os fenômenos de materializações, e permite que o espírito pelo pensamento, dele faça uso no plano espiritual agindo sobre os fluidos como agimos sobre as coisas materiais.

Em outras palavras, o perispírito seria um “corpo espiritual”, igual ao corpo físico, constituído de um tipo de matéria muito sutil, invisível aos nossos olhos. Ele acompanha o espírito após o desencarne, ficando aqui apenas o corpo carnal.

 

Desligado ou desdobrado: (o espírito liberto do corpo) acontece naturalmente durante o sono, durante reuniões mediúnicas o desdobramento é vital para que possam acontecer os intercâmbios entre encarnados e desencarnados, pois é durante o desdobramento que conseguimos nos comunicar com os desencarnados. É por isso que durante o sono eles vêm nos visitar e depois são lembrados como se fossem sonhos.

 

O diálogo que se segue acontece entre André Luiz e Gúbio, ambos espíritos em tarefa nas zonas inferiores do astral. Ali pode-se perceber o que acontece enquanto dormimos. Nosso espírito procura os espíritos desencarnados com os quais mantem maior afinidade, ou sintonia espiritual.

Claro que não precisamos ser reféns de nós mesmos, podemos lutar para elevar nosso padrão vibratório e assim, procurar entidades espirituais mais elevadas, que possam nos ajudar durante o sono com seus conselhos. Leia com atenção, é muito legal.

“ Não mediste, ainda — respondeu prestimoso —, a extensão do intercâmbio entre encarnados e desencarnados. A determinadas horas da noite, três quartas partes da população de cada um dos hemisférios da Crosta Terrestre se acham nas zonas de contacto conosco e a maior percentagem desses semilibertos do corpo, pela influência natural do sono, permanecem detidos nos circulos de baixa vibração qual este em que nos movimentamos provisoriamente. Por aqui, muitas vezes se forjam dolorosos dramas que se desenrolam nos campos da carne. Grandes crimes têm nestes sítios as respectivas nascentes e não fosse o trabalho ativo e constante dos Espíritos protetores que se desvelam pelos homens no labor sacrificial da caridade oculta e da educação perseverante, sob a égide do Cristo, acontecimentos mais trágicos estarreceriam as criaturas.
De alma voltada para as noções da vida imensa que o ambiente sugeria, rememorei o curso incessante das civilizações. Pensamentos mais altos clarearam-me os raciocínios. A Bondade do Senhor não violenta o coração. O Reino Divino nascerá dentro dele e, à maneira da semente de mostarda que se liberta dos envoltórios inferiores, medrará e crescerá gradativamente, sob os impulsos construtivos do próprio homem.
Que temerária concepção a de um paraiso fácil!
Gúbio percebeu-me a posição mental e falou em socorro de minhas pobres reflexões intimas:
— Sim, André, a coroa da sabedoria e do amor é conquistada por evolução, por esforço, por associação da criatura aos propósitos do Criador. A marcha da Civilização é lenta e dolorosa. Formidandos atritos se fazem indispensáveis para que o espírito consiga desenvolver a luz que lhe é própria. O homem encarnado vive simultaneamente em três planos diversos. Assim como ocorre à árvore que se radica no solo, guarda ele raizes transitórias na vida fisica; estende os galhos dos sentimentos e desejos nos círculos de matéria mais leve, quanto o vegetal se alonga no ar; e é sustentado pelos princípios sutis da mente, tanto quanto a árvore é garantida pela própria seiva. Na árvore, temos raiz, copa e seiva por três processos diferentes de manutenção para a mesma vida e, no homem, vemos corpo denso de carne, organização perispirítica em tipo de matéria mais rarefeita e mente, representando três expressões distintas de base vital, com vistas aos mesmos fins. Segundo observamos, o homem exige para sustentar-se, no quadro evolucionário, segurança relativa no campo biológico, alimento das emoções que lhe são próprias nas esferas de vida psíquica que se afinam com ele e base mental no mundo íntimo. A vida é património de todos, mas a direção pertence a cada um. A inteligência caída precipita-se, despenhadeiro abaixo, encontrando sempre, nos círculos inferiores que elege por moradia, milhões de vidas inferiores, junto às quais é aproveitada pela Sabedoria Celestial para maior glorificação da obra divina. Na economia do Senhor, coisa alguma se perde e todos os recursos são utilizados na química do Infinito Bem”

"Os espíritos protetores nos ajudam com os seus conselhos, através da voz da consciência, que fazem falar em nosso íntimo - mas como nem sempre lhes damos a necessária importância, oferecem-nos outros mais diretos, servindo-se das pessoas que nos cercam."

Allan Kardec
Hipolyte Leon Denizard Rivail, Educador francês, 1804-1869
Biografia

As Crianças no Plano Espiritual

Um caso de parto no astral

 

Normalmente ficamos chocados com a morte prematura de crianças. Eu particularmente fico emocionada ao ver um recém nascido, pelo que ele representa de esperança, de possibilidades. Poderá ser um líder, alguém que poderá trazer benefícios à sua comunidade, ou se não, mesmo com uma vidinha corriqueira, é sempre espírito que merece sua oportunidade de crescer e evoluir.

Quando isto não acontece porque aquela que deveria ser a primeira a acolher este ser em desenvolvimento, simplesmente o aborta, ou ao nascer o joga no lixo, no rio, ou o abandona à própria sorte, ficamos chocados.

Onde estava Deus neste momento?

Será que este ser tão frágil não tinha um anjo protetor?

Por que esta mãe agiu desta maneira?

Será ela um monstro, uma psicopata?

As perguntas se sucedem e nenhuma resposta válida vem se não buscarmos os motivos que transcendem esta vida material em que vivemos e nos movimentamos, muitas vezes automaticamente.

No livro O perispírito e suas Modelações, de Luiz Gonzaga Pinheiro, ele narra um caso de desencarne da mãe durante a gestação.

Chegam ao plano espiritual mãe e filha, ambas vítimas de acidente automobilístico.

O médium em desdobramento acompanha emocionado o desenrolar dos acontecimentos.

“Encontro-me em um hospital... Parece-me especializado em problemas de

gestação. Não estou mais usando a roupa com a qual me desdobrei, e sim uma bata lilás. Os técnicos que me acompanham igualmente usam a mesma vestimenta.

Estamos observando o caso de uma mulher gestante, já no sexto mês de gravidez, e que desencarnou em um acidente automobilístico. A sala onde me encontro é em tudo semelhante a um centro cirúrgico. A mulher observada encontra-se em uma cama de formato específico para parto, e a sua posição é adequada ao parto normal. Noto que ela sente dor. Diz o técnico que realmente vai ocorrer o parto, porque ambos desencarnaram com o choque e não conseguiram se desvencilhar um do outro. A mulher não sabe que desencarnou nem vai saber por enquanto. Vejo a criança nascendo, da mesma maneira que os nossos bebês na Terra; ele já está todo formado. (Meu Deus! Que coisa linda!). Explicam-me que esse perispírito, devido à redução pela qual passou para ser acoplado ao útero, ao esquecimento a que foi submetido e ao alongamento da gestação fazendo com que ele estivesse apto a viver na Terra, deverá passar por um retorno ao estágio pré-encarnatório, quando era consciente e adulto. Algo como se ele tivesse que esquecer o que esqueceu, voltando a ser simplesmente Espírito, aqui no mundo espiritual.

- Pergunto-lhes a razão de todo esse trabalho, de vez que a criança estava predestinada a não nascer. Respondem que não me precipite, pois saberei de tudo em breve.

A criança, prosseguem, vai ter um crescimento diferente daquelas que reencarnam, vivem algum, tempo e desencarnam. Ficará em uma incubadora e seu crescimento será mais rápido por não ter havido uma vinculação com a matéria de maneira prolongada. O crescimento dessa criança será acelerado pelos técnicos, que atuarão em sua mente, fazendo-a inclusive reassumir a sua personalidade já firmada antes do esquecimento para nascer. Agora respondem à minha indagação anterior. Foi uma prova necessária para esse Espírito, em razão de um suicídio cometido por ele no passado. Ele teria que submeter-se ao processo do nascer de novo, somente para harmonizar partes do seu perispírito, o que, graças a Deus, dizem os instrutores, aconteceu. No entanto, ele necessita reencarnar brevemente”.

Bem, quando li pela primeira vez este livro, fiquei emocionada e confortada, por perceber que nunca, nunca somos abandonados à própria sorte, que mesmo quando parece que alguém está absolutamente só e incompreendido no mundo, seres invisíveis e amorosos estão a vibrar por ele no plano espiritual.

E que Deus, bondade absoluta, não abandona nenhum de seus filhos.

Mesmo nos antros de dor, violência e sordidez, os anjos do senhor ali estão presentes velando por nós.

 

Desdobramento 

perispírito

Saiba mais sobre reencarnação: reencarnação de Segismundo

 

O conhecimento traz libertação, estude a doutrina espírita, principalmente as obras básicas de Allan Kardec.

 

As obras básicas

A PRECE

CONTINUAÇÃO DO DIA 24.09 (ÚLTIMA PARTE)

Admitamos que o homem nada possa com relação aos outros males; que toda prece lhe seja inútil para livrar-se deles; já não seria muito o ter a possibilidade de ficar isento de todos os que decorrem da sua maneira de proceder? Ora, aqui, facilmente se concebe a ação da prece, visto ter por efeito atrair a salutar inspiração dos Espíritos bons, granjear deles força para resistir aos maus pensamentos, cuja realização nos pode ser funesta. Nesse caso, o que eles fazem não é afastar de nós o mal, porém, sim, desviar-nos a nós do mau pensamento que nos pode causar dano; eles em nada obstam ao cumprimento dos decretos de Deus, nem suspendem o curso das leis da Natureza; apenas evitam que as infrinjamos, dirigindo o nosso livre-arbítrio. Agem, contudo, à nossa revelia, de maneira imperceptível, para nos não subjugar a vontade. O homem se acha então na posição de um que solicita bons conselhos e os põe em prática, mas conservando a liberdade de segui-los, ou não. Quer Deus que seja assim, para que aquele tenha a responsabilidade dos seus atos e o mérito da escolha entre o bem e o mal. E isso o que o homem pode estar sempre certo de receber, se o pedir com fervor, sendo, pois, a isso que se podem sobretudo aplicar estas palavras: "Pedi e obtereis." Mesmo com sua eficácia reduzida a essas proporções, já não traria a prece resultados imensos? Ao Espiritismo fora reservado provar-nos a sua ação, com o nos revelar as relações existentes entre o mundo corpóreo e o mundo espiritual. Os efeitos da prece, porém, não se limitam aos que vimos de apontar.

Recomendam-na todos os Espíritos. Renunciar alguém à prece é negar a bondade de Deus; é recusar, para si, a sua assistência e, para com os outros, abrir mão do bem que lhes pode fazer.

13. Acedendo ao pedido que se lhe faz, Deus muitas vezes objetiva recompensar a intenção, o devotamento e a fé daquele que ora. Daí decorre que a prece do homem de bem tem mais merecimento aos olhos de Deus e sempre mais eficácia, porquanto o homem vicioso e mau não pode orar com o fervor e a confiança que somente nascem do sentimento da verdadeira piedade. Do coração do egoísta, do daquele que apenas de lábios ora, unicamente saem palavras, nunca os ímpetos de caridade que dão à prece todo o seu poder. Tão claramente isso se compreende que, por um movimento instintivo, quem se quer recomendar às preces de outrem fá-lo de preferência às daqueles cujo proceder, sente-se, há de ser mais agradável a Deus, pois que são mais prontamente ouvidos.

14. Por exercer a prece uma como ação magnética, poder-se-ia supor que o seu efeito depende da força fluídica. Assim, entretanto, não é. Exercendo sobre os homens essa ação, os Espíritos, em sendo preciso, suprem a insuficiência daquele que ora, ou agindo diretamente em seu nome, ou dando-lhe momentaneamente uma força excepcional, quando o julgam digno dessa graça, ou que ela lhe pode ser proveitosa.

O homem que não se considere suficientemente bom para exercer salutar influencia, não deve por isso abster-se de orar a bem de outrem, com a idéia de que não é digno de ser escutado. A consciência da sua inferioridade constitui uma prova de humildade, grata sempre a Deus, que leva em conta a intenção caridosa que o anima. Seu fervor e sua confiança são um primeiro passo para a sua conversão ao bem, conversão que os Espíritos bons se sentem ditosos em incentivar. Repelida só o é a prece do orgulhoso que deposita fé no seu poder e nos seus merecimentos e acredita ser-lhe possível sobrepor-se à vontade do Eterno.

15. Está no pensamento o poder da prece, que por nada depende nem das palavras, nem do lugar, nem do momento em que seja feita. Pode-se, portanto, orar em toda parte e a qualquer hora, a sós ou em comum. A influência do lugar ou do tempo só se faz sentir nas circunstâncias que favoreçam o recolhimento. A prece em comum tem ação mais poderosa, quando todos os que oram se associam de coração a um mesmo pensamento e colimam o mesmo objetivo, porquanto é como se muitos clamassem juntos e em uníssono. Mas, que importa seja grande o número de pessoas reunidas para orar, se cada uma atua isoladamente e por conta própria?! Cem pessoas juntas podem orar como egoístas, enquanto duas ou três, ligadas por uma mesma aspiração, orarão quais verdadeiros irmãos em Deus, e mais força terá a prece que lhe dirijam do que a das cem outras. (Cap. XXVIII, nº 4 e nº 5.)

O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec

"A arte da vida consiste em fazer da vida uma obra de arte !"

Mahatma Gandhi

A PRECE

CONTINUAÇÃO DE ONTEM

Ação da prece. - Transmissão do pensamento

9. A prece é uma invocação, mediante a qual o homem entra, pelo pensamento, em comunicação com o ser a quem se dirige. Pode ter por objeto um pedido, um agradecimento, ou uma glorificação. Podemos orar por nós mesmos ou por outrem, pelos vivos ou pelos mortos. As preces feitas a Deus escutam-nas os Espíritos incumbidos da execução de suas vontades; as que se dirigem aos bons Espíritos são reportadas a Deus. Quando alguém ora a outros seres que não a Deus, fá-lo recorrendo a intermediários, a intercessores, porquanto nada sucede sem a vontade de Deus.

10. O Espiritismo torna compreensível a ação da prece, explicando o modo de transmissão do pensamento, quer no caso em que o ser a quem oramos acuda ao nosso apelo, quer no em que apenas lhe chegue o nosso pensamento. Para apreendermos o que ocorre em tal circunstância, precisamos conceber mergulhados no fluido universal, que ocupa o espaço, todos os seres, encarnados e desencarnados, tal qual nos achamos, neste mundo, dentro da atmosfera. Esse fluido recebe da vontade uma impulsão; ele é o veículo do pensamento, como o ar o é do som, com a diferença de que as vibrações do ar são circunscritas, ao passo que as do fluido universal se estendem ao infinito. Dirigido, pois, o pensamento para um ser qualquer, na Terra ou no espaço, de encarnado para desencarnado, ou vice-versa, uma corrente fluídica se estabelece entre um e outro, transmitindo de um ao outro o pensamento, como o ar transmite o som.

A energia da corrente guarda proporção com a do pensamento e da vontade. E assim que os Espíritos ouvem a prece que lhes é dirigida, qualquer que seja o lugar onde se encontrem; é assim que os Espíritos se comunicam entre si, que nos transmitem suas inspirações, que relações se estabelecem a distância entre encarnados.

Essa explicação vai, sobretudo, com vistas aos que não compreendem a utilidade da prece puramente mística. Não tem por fim materializar a prece, mas tornar-lhe inteligíveis os efeitos, mostrando que pode exercer ação direta e efetiva. Nem por isso deixa essa ação de estar subordinada à vontade de Deus, juiz supremo em todas as coisas, único apto a torná-la eficaz.

11. Pela prece, obtém o homem o concurso dos bons Espíritos que acorrem a sustentá-lo em suas boas resoluções e a inspirar-lhe idéias sãs. Ele adquire, desse modo, a força moral necessária a vencer as dificuldades e a volver ao caminho reto, se deste se afastou. Por esse meio, pode também desviar de si os males que atrairia pelas suas próprias faltas. Um homem, por exemplo, vê arruinada a sua saúde, em consequência de excessos a que se entregou, e arrasta, até o termo de seus dias, uma vida de sofrimento: terá ele o direito de queixar-se, se não obtiver a cura que deseja? Não, pois que houvera podido encontrar na prece a força de resistir às tentações.

12. Se em duas partes se dividirem os males da vida, uma constituída dos que o homem não pode evitar e a outra das tribulações de que ele se constituiu a causa primária, pela sua incúria ou por seus excessos (cap. V, n~ 4), ver-se-á que a segunda, em quantidade, excede de muito à primeira. Faz-se, portanto, evidente que o homem é o autor da maior parte das suas aflições, às quais se pouparia, se sempre obrasse com sabedoria e prudência.

Não menos certo é que todas essas misérias resultam das nossas infrações às leis de Deus e que, se as observássemos pontualmente, seríamos inteiramente ditosos. Se não ultrapassássemos o limite do necessário, na satisfação das nossas necessidades, não apanharíamos as enfermidades que resultam dos excessos, nem experimentaríamos as vicissitudes que as doenças acarretam. Se puséssemos freio à nossa ambição, não teríamos de temer a ruína; se não quiséssemos subir mais alto do que podemos, não teríamos de recear a queda; se fôssemos humildes, não sofreríamos as decepções do orgulho abatido; se praticássemos a lei de caridade, não seríamos maldizentes, nem invejosos, nem ciosos, e evitaríamos as disputas e dissensões; se mal a ninguém fizéssemos, não houvéramos de temer as vinganças, etc.

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"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."

Fernando Pessoa
Fernando Antônio Nogueira Pessoa, poeta e escritor português, 1888-1935
Biografia

A PRECE

Eficácia da prece

5. Seja o que for que peçais na prece, crede que o obtereis e concedido vos será o que pedirdes. (S. MARCOS, cap. XI, v. 24.)

6. Há quem conteste a eficácia da prece, com fundamento no princípio de que, conhecendo Deus as nossas necessidades, inútil se torna expor-lhas. E acrescentam os que assim pensam que, achando-se tudo no Universo encadeado por leis eternas, não podem as nossas súplicas mudar os decretos de Deus.

Sem dúvida alguma, há leis naturais e imutáveis que não podem ser ab-rogadas ao capricho de cada um; mas, daí a crer-se que todas as circunstâncias da vida estão submetidas à fatalidade, vai grande distância. Se assim fosse, nada mais seria o homem do que instrumento passivo, sem livre-arbítrio e sem iniciativa. Nessa hipótese, só lhe caberia curvar a cabeça ao jugo dos acontecimentos, sem cogitar de evitá-los; não devera ter procurado desviar o raio. Deus não lhe outorgou a razão e a inteligência, para que ele as deixasse sem serventia; a vontade, para não querer; a atividade, para ficar inativo. Sendo livre o homem de agir num sentido ou noutro, seus atos lhe acarretam, e aos demais, conseqüências subordinadas ao que ele faz ou não. Há, pois, devidos à sua iniciativa, sucessos que forçosamente escapam à fatalidade e que não quebram a harmonia das leis universais, do mesmo modo que o avanço ou o atraso do ponteiro de um relógio não anula a lei do movimento sobre a qual se funda o mecanismo. Possível é, portanto, que Deus aceda a certos pedidos, sem perturbar a imutabilidade das leis que regem o conjunto, subordinada sempre essa anuência à sua vontade.

7. Desta máxima: "Concedido vos será o que quer que pedirdes pela prece", fora ilógico deduzir que basta pedir para obter e fora injusto acusar a Providência se não acede a toda súplica que se lhe faça, uma vez que ela sabe, melhor do que nós, o que é para nosso bem. É como procede um pai criterioso que recusa ao filho o que seja contrário aos seus interesses. Em geral, o homem apenas vê o presente; ora, se o sofrimento é de utilidade para a sua felicidade futura, Deus o deixará sofrer, como o cirurgião deixa que o doente sofra as dores de uma operação que lhe trará a cura.

O que Deus lhe concederá sempre, se ele o pedir com confiança, é a coragem, a paciência, a resignação. Também lhe concederá os meios de se tirar por si mesmo das dificuldades, mediante idéias que fará lhe sugiram os bons Espíritos, deixando-lhe dessa forma o mérito da ação.

Ele assiste os que se ajudam a si mesmos, de conformidade com esta máxima: "Ajuda-te, que o Céu te ajudará"; não assiste, porém, os que tudo esperam de um socorro estranho, sem fazer uso das faculdades que possui. Entretanto, as mais das vezes, o que o homem quer é ser socorrido por milagre, sem despender o mínimo esforço. (Cap. XXV, nº 1 e seguintes.)

8. Tomemos um exemplo. Um homem se acha perdido no deserto. A sede o martiriza horrivelmente. Desfalecido, cai por terra. Pede a Deus que o assista, e espera. Nenhum anjo lhe virá dar de beber. Contudo, um bom Espírito lhe sugere a idéia de levantar-se e tomar um dos caminhos que tem diante de si Por um movimento maquinal, reunindo todas as forças que lhe restam, ele se ergue, caminha e descobre ao longe um regato. Ao divisá-lo, ganha coragem. Se tem fé, exclamará: "Obrigado, meu Deus, pela idéia que me inspiraste e pela força que me deste." Se lhe falta a fé, exclamará: "Que boa idéia tive! Que sorte a minha de tomar o caminho da direita, em vez do da esquerda; o acaso, às vezes, nos serve admiravelmente! Quanto me felicito pela minha coragem e por não me ter deixado abater!" Mas, dirão, por que o bom Espírito não lhe disse claramente: "Segue este caminho, que encontrarás o de que necessitas"? Por que não se lhe mostrou para o guiar e sustentar no seu desfalecimento? Dessa maneira tê-lo-ia convencido da intervenção da Providência. Primeiramente, para lhe ensinar que cada um deve ajudar-se a si mesmo e fazer uso das suas forças. Depois, pela incerteza, Deus põe a prova a confiança que nele deposita a criatura e a submissão desta à sua vontade. Aquele homem estava na situação de uma criança que cai e que, dando com alguém, se põe a gritar e fica à espera de que a venham levantar; se não vê pessoa alguma, faz esforços e se ergue sozinha.

Se o anjo que acompanhou a Tobias lhe houvera dito: "Sou enviado por Deus para te guiar na tua viagem e te preservar de todo perigo", nenhum mérito teria tido Tobias. Fiando-se no seu companheiro, nem sequer de pensar teria precisado. Essa a razão por que o anjo só se deu a conhecer ao regressarem.

O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec

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 "Você deve ser o exemplo da mudança que deseja ver no mundo."

Mahatma Gandhi

A PRECE

PEDI E OBTEREIS

Qualidades da prece. - Eficácia da prece. - Ação da prece. Transmissão do pensamento. - Preces inteligíveis. - Da prece pelos mortos e pelos Espíritos sofredores. -Instruções dos Espíritos: Maneira de orar. - Felicidade que a prece proporciona.

Qualidades da prece

1. Quando orardes, não vos assemelheis aos hipócritas, que, afetadamente, oram de pé nas sinagogas e nos cantos das ruas para serem vistos pelos homens. - Digo-vos, em verdade, que eles já receberam sua recompensa. - Quando quiserdes orar, entrai para o vosso quarto e, fechada a porta, orai a vosso Pai em secreto; e vosso Pai, que vê o que se passa em secreto, vos dará a recompensa.

Não cuideis de pedir muito nas vossas preces, como fazem os pagãos, os quais imaginam que pela multiplicidade das palavras é que serão atendidos. Não vos torneis semelhantes a eles, porque vosso Pai sabe do que é que tendes necessidade, antes que lho peçais. (S. MATEUS, cap. VI, vv., 5 a 8.)

2. Quando vos aprestardes para orar, se tiverdes qualquer coisa contra alguém, perdoai-lhe, a fim de que vosso Pai, que está nos céus, também vos perdoe os vossos pecados. - Se não perdoardes, vosso Pai, que está nos céus, também não vos perdoará os pecados. (S. MARCOS, cap. XI, vv. 25 e 26.)

3. Também disse esta parábola a alguns que punham a sua confiança em si mesmos, como sendo justos, e desprezavam os outros: Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu, publicano o outro. -O fariseu, conservando-se de pé, orava assim, consigo mesmo: Meu Deus, rendo-vos graças por não ser como os outros homens, que são ladrões, injustos e adúlteros, nem mesmo como esse publicano. Jejuo duas vezes na semana; dou o dízimo de tudo o que possuo.

O publicano, ao contrário, conservando-se afastado, não ousava, sequer, erguer os olhos ao céu; mas, batia no peito, dizendo: Meu Deus, tem piedade de mim, que sou um pecador.

Declaro-vos que este voltou para a sua casa, justificado, e o outro não; porquanto, aquele que se eleva será rebaixado e aquele que se humilha será elevado. (S. LUCAS, cap. XVIII, vv. 9 a 14.)

4. Jesus definiu claramente as qualidades da prece. Quando orardes, diz ele, não vos ponhais em evidência; antes, orai em secreto. Não afeteis orar muito, pois não é pela multiplicidade das palavras que sereis escutados, mas pela sinceridade delas. Antes de orardes, se tiverdes qualquer coisa contra alguém, perdoai-lhe, visto que a prece não pode ser agradável a Deus, se não parte de um coração purificado de todo sentimento contrário à caridade. Orai, enfim, com humildade, como o publicano, e não com orgulho, como o fariseu. Examinai os vossos defeitos, não as vossas qualidades e, se vos comparardes aos outros, procurai o que há em vós de mau. (Cap. X, nº 7 e nº 8.)

O Evangelho Segundo o Espiritismo – Allan Kardec

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"Deus responde à prece à sua própria maneira, não à nossa."

Mahatma Gandhi
Mohandas Karamchand Gandhi, pacifista indiano, 1869-1948
Biografia

O que é o espiritismo?

...continuação do dia 07.09

 

Caso você tenha dúvidas sobre o que acabou de ler, e, se assim o desejar, procure um Centro Espírita federado, isto é pertencente à FEB – Federação Espírita Brasileira.

O que você conhece sobre o Espiritismo? Naturalmente já ouviu falar da Doutrina Espírita, mas na maioria das vezes de forma distorcida, vinculando-a a "ligações com o demônio",de "trabalhos de magia",  de "espíritos que baixam", de "mesa branca", de "fechar o corpo" ou ainda "se não desenvolver a mediunidade, será infeliz" e até de "reencarnações em animais como castigo". Tudo falso, tudo ignorância, absoluto desconhecimento do que verdadeiramente é a Doutrina Espírita.

Saiba que a Doutrina Espírita é fruto do ensinamento de Espíritos Superiores através de médiuns (indivíduos dotados da faculdade de servirem de intermediário entre os homens e os espíritos, que nada mais são que os homens fora do corpo de carne) honestos, desconhecidos entre si e de origens diferentes, cujos ensinamentos e fenômenos foram devidamente comparados, observados e organizados por Allan Kardec, com o lançamento de "O Livro dos Espíritos", em 18/04/1857, em Paris, França.

Nem todo médium é espírita, pois que esta faculdade se prende a uma disposição orgânica e independe de idade, raça, sexo, posição social, religião e estágio de desenvolvimento moral e intelectual. E nem todo espírita é médium, no sentido ostensivo do termo. Ser espírita não significa necessáriamente ter que ser médium, cuja prática é feita com muita disciplina e seriedade, respeitando-se individualidades e jamais criando especulações em torno de possíveis nomes que se apresentem.

Nem tão pouco exige o Espiritismo que quem dele tome conhecimento a ela se converta. Respeita profundamente a liberdade individual, oferece seus ensinos e deixa a pessoa livre para sua opção de continuar ou parar seus estudos sobre tais ensinamentos.

O Espiritismo está profundamente ligado ao Evangelho de Jesus, pois que estuda seus ensinamentos e recomenda a seus seguidores que apliquem o Evangelho em suas próprias vidas, reconhecendo nele o maior código de ética de comportamento existente no planeta. Usa como bandeira o lema "Fora da caridade não há salvação" , entendo aí a caridade, em toda sua amplitude e alcance, muito além da simples ajuda material, mas estendendo-a à tolerância, à benevolência, à indulgência e à prática do amor, inclusive com aqueles que lhe são contrários, recomendando o perdão, assim como o fez Jesus.

Os Centros Espíritas que o representam, refletem o conhecimento de seus dirigentes e portanto, erros e distorções devem ser creditados à falta de conhecimento dos princípios e nunca ao conteúdo da Doutrina Espírita. Porém, nestas Casas onde se estuda e divulga o Espiritismo, não há chefes ou qualquer tipo de hierarquia, embora se organizem jurídicamente, como exigem as leis do País. Na Doutrina Espírita, todos são iguais, aprendizes e o único Mestre é Jesus.

O Espiritismo não obriga a nada. A criatura é livre para agir como deseja, mas com a consciência de que todos somos responsáveis pelos próprios atos.

Portanto, nada de medo, preconceito ou submissão à tradições, inclusive familiares. Conheça o Espiritismo, até como a título de cultura geral, sem qualquer comprometimento e avalie por si mesmo, sobre seu real valor, objetivos e finalidades altamente cristãs.

Gentileza do Sr. Orson Peter Carrara - "Revista Internacional de Espiritismo" - "Casa Editora O Clarim".
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Os 10 Mandamentos da Boa Convivência
VIII - Tenha cuidado com os sentimentos dos outros. Gracejos e humor não valem a pena e freqüentemente magoam quando menos se espera.

O que é o Espiritismo?

Todavia, nem todas as encarnações se verificam no planeta Terra. Existem mundos superiores e inferiores ao nosso. Quando evoluirmos o necessário e suficiente, teremos arregimentado as condições necessárias para renascer num planeta de ordem mais elevada. O Universo é infinito, e "na casa de meu Pai há muitas moradas", ensinou Jesus.

A comunicabilidade dos espíritos.

Os espíritos são seres humanos desencarnados, e continuam sendo como eram quando encarnados: bons ou maus, sérios ou brincalhões, trabalhadores ou preguiçosos, cultos ou medíocres, verdadeiros ou mentirosos. Eles estão por toda parte. Não estão ociosos. Pelo contrário, eles têm as suas ocupações. Através dos denominados médiuns, o espírito pode comunicar-se conosco, se puder e se quiser. A comunicação se dá em conformidade com o tipo de mediunidade, sendo as mais conhecidas: pela fala (psicofonia), pela escrita (psicografia), pela visão (vidência) e a intuição, da qual todos guardamos experiências pessoais.

Como o Espiritismo interpreta o Céu e o Inferno?

Não há céu, nem inferno. Existem, sim, estados da alma que podem ser descritos como celestiais ou infernais. Não existem também anjos ou demônios, mas apenas espíritos superiores e espíritos inferiores, que também estão a caminho da perfeição - os bons, tornando-se melhores; e os maus, em regeneração.

Deus não se esquece de nenhum de seus filhos, deixando a cada um o mérito das suas obras. Somente dessa forma, poderemos entender a Suprema Justiça Divina. Por que o Espírito realça a Caridade?

 Porque fora dos preceitos da verdadeira caridade, o espírito não poderá atingir a perfeição para a qual foi destinado. Tendo-a por norma, compreende-se o ensinamento de que todos os homens são irmãos, e qualquer que seja a forma pela qual adorem o Criador, eles estendem-se as mãos, entendem-se e ajudam-se mutuamente.

Por que fé raciocinada?

A fé sem raciocínio não passa de superstição. Antes de aceitarmos alguma coisa como verdade, devemos analisá-la muito bem.

"Fé inabalável é aquela que pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas da humanidade." (Allan Kardec)

E onde podemos encontrar mais esclarecimentos sobre o Espiritismo?

Começando pela leitura dos livros de Allan Kardec:

O Livro dos Espíritos. O livro básico da Doutrina Espírita. Contém os princípios do Espiritismo sobre a imortalidade da alma, a natureza dos espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida futura e o porvir da Humanidade.

O Livro dos Médiuns. Reúne as explicações sobre todos os gêneros de manifestações mediúnicas, os meios de comunicação e a relação com os espíritos, a educação da mediunidade e as dificuldades que eventualmente possam surgir na sua prática.

O Evangelho Segundo o Espiritismo. É o livro dedicado à explicação das máximas de Jesus, de acordo com o Espiritismo e sua aplicação às diversas situaões da vida.

O Céu e o Inferno. Denominado também "A Justiça Divina Segundo o Espiritismo. Oferece o exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual. Coloca ao alcance de todos o conhecimento do mecanismo pelo qual se processa a Justiça Divina.

A Gênese. Destacam-se os temas: a existência de Deus, a origem do bem e do mal, a destruição dos seres vivos uns pelos outros, explicações sobre as leis naturais, a criação e a vida no Universo, a formação da Terra, a formação primária dos seres vivos, o homem corpóreo e a união do princípio espiritual à matéria.

Você poderá ler, ainda, os livros psicografados por Francisco Cândido Xavier, Divaldo Franco, Yvonne Pereira, e os livros de Léon Denis, Gabriel Delanne e de tantos outros autores, encontrando-se, entre eles, estudos doutrinários, romances, poesias, histórias e mensagens de alento.

 

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(para saber mais veja neste blog dias o4 e 05.09)

          

Os 10 Mandamentos da Boa Convivência